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Empresas Públicas Serão Capitalizadas
As empresas públicas e privadas poderão também ser capitalizadas através da Bolsa, com a abertura das suas acções a outros investidores. O objectivo é evitar que se fique à espera que o Estado, por si só, encontre financiamentos – muitas vezes em condições desvantajosas – para capitalizá-las.
Assim, de acordo com o consultor do BNA, Nório Fugiuara, a Bolsa de Valores pode promover o crescimento económico, mediante o aumento da poupança, e atenuar a dívida interna e externa do país, contribuindo assim para o rating do país no mercado internacional.
Do mesmo modo, a Bolsa de Valores vai incentivar e dar maior transparência às privatizações das empresas públicas, uma vez que os preços serão encontrados no mercado, através da oferta dos investidores melhores posicionados.
Contrariamente à composição da Bolsa de Valores de Joanesburgo, por exemplo, a Bolsa de Angola vai incorporar instituições públicas (40 por cento das acções), os bancos que compõem o sistema financeiro angolano (28 por cento), alguns grupos empresariais (32 por cento) e um grupo pequeno formado por pequenos subscritores, que vai ficar com 1,6 por cento das acções.
A Bolsa de Valores funciona como um recinto, onde são negociadas as acções. Reúne, no mesmo local, o conjunto de pessoas que têm dinheiro para investir e os que precisam de vender as suas acções. A congregação de investidores e produtores, no mesmo local, permite o surgimento de novos negócios na economia.
Antes de estarem inscritas na Bolsa, as empresas devem obter autorização da comissão de mercado de capitais, órgão afecto ao Ministério das Finanças. Esse organismo vai velar pela integridade do prospecto, da aplicação do dinheiro que esta empresa quer obter no mercado.
19 de março de 2006
Fonte: Angop
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