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Bolsas com poucas empresas
Entidades postas a gerir o mercado de capitais de Angola sugerem que a tão aguardada Bolsa de Valores do País poderá entrar em funcionamento com uma dezena de empresas cotadas.
Todavia, é mais provável que a estreia seja com apenas duas. “Se conseguir listar duas empresas, já será positivo”, afirmou o presidente do novo mercado Zacarias Neto (na foto), a um jornal Luso especializado em matérias de economia e negócios. “Não precisamos de ter um leque muito abrangente de empresas”, explicou o responsável, adiantando que, além do segmento de renda variável, a bolsa irá apostar também no segmento de renda fixa, com a negociação de títulos de dívida pública.
A Bolsa de Valor de Angola foi formalmente instituída em 16 de Março deste ano, constituída por cerca de 20 accionistas, entre os quais entram os bancos comerciais a operarem em Luanda e a três grandes empresas públicas do pais, nomeadamente a Sonagol, ENSA e a Endiama.
Entretanto, alguns analistas salientam que se as autoridades souberem tirar proveito da Bolsa de Valores de Angola, o moroso processo de privatização de empresas públicas poderá também ver-se mais facilitado. O recurso àquela plataforma de negócio é tomado como a melhor alternativa ao mecanismo que até aqui regeu o processo.
28 de agosto de 2006
Fonte: A Capital
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